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Raquel Dieguez nasceu no interior de São Paulo em 1979, estudou jornalismo e educação nos EUA, mas sempre trabalhou com comunicação e escreveu versos.  Seu primeiro livro, “Evidente é o arrepio” (7Letras, 2016), reúne poemas e pensamentos escritos em português e inglês durante 15 anos.

Música e poesia sempre foram suas paixões.  Mesmo antes de ler, foi pela música que relata ter encontrado a emoção da poesia, “minha mãe sempre ouviu muita música – volume alto, no escuro, deitada no sofá.  Assim aconteceu em mim a apreciação pelas letras, ritmos, significados. E mais que tudo, pelo sentimento”.  Mais tarde, também pela música, veio o fascínio pela língua inglesa.  No início dos anos 2000, enquanto fazia graduação nos Estados Unidos, cursos de fotografia revelaram ainda outro horizonte.  “O poder do enquadramento da fotografia fechou para mim, de certa maneira, essa tríade artística que até hoje me move: som, letras e estética.”  Foi durante esses anos que Raquel começou a escrever mais intensamente.

Sua vida profissional teve início cedo, em 1996, quando começou a trabalhar com o pai na empresa familiar de publicidade em painéis eletrônicos.  “Eu fazia de tudo, vendia, cobrava, programava. Minha mãe me deu a intensidade da música e do sentimento e meu pai, a força e minuciosidade do trabalho.”

De volta ao Brasil dos EUA depois de cinco anos, em 2005, Raquel logo foi chamada para um longo processo seletivo que apontava para o que seria o emprego dos sonhos: trabalhar no Google, em São Paulo.  Duas provas e nove entrevistas depois, foi informal e amigavelmente avisada de que não seria contratada já que seus diplomas “não eram de uma das universidades consideradas ‘top’ nos EUA, ou da USP, no Brasil”.  “Agora eu dou risada,” ela brinca “mas na época sofri muito – parecia que aquela seria a última oportunidade do mundo.”  Mas não foi.  Depois de trabalhar em uma empresa de traduções por alguns meses, logo entrou para o Conselho Britânico, trabalhando com a promoção da educação do Reino Unido no Brasil.  Em 2008, mudou-se com o marido para Brasília, onde trabalhou por sete anos como supervisora de comunicação do IPAM – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia.  “Mesmo tendo vivido e viajado bastante, foi nessa época, em Brasília, que a vida realmente bateu à porta. Tivemos dois meninos, foram duas gestações, mas o que sinto é que toda a emoção nutrida pelo som, pelas letras, pela estética, renasceu em mim em tempestade.”

Com surpresa, amigos e familiares souberam da publicação do livro, já que quase ninguém sabia de sua escrita. “Foi a Mariza Tavares (então diretora de jornalismo da Rádio CBN) quem leu pela primeira vez o conjunto dos meus poemas e me encorajou a buscar uma editora.”  O que ninguém imaginava era que esse seria o começo de uma grande empreitada, o Ima Poesia, que surge do ímpeto poético e junta em si, as inclinações profissionais e artísticas de Raquel.

Atualmente, Raquel mora com o marido Osvaldo e os filhos Samuel e Mateus em um sítio em São Carlos, SP.